Apresentamos
abaixo os depoimentos sobre experiência pessoal com leitura e escrita dos
autores desse blog:
Elaine
Claudio Gonçalves Pereira
Lendo as publicações dos
colegas, lembranças maravilhosas começaram a surgir, sempre gostei muito de
ler, via meu irmão mais velho com seus cadernos e livros e ficava imaginando
quando seria a minha vez. Minha mãe teve que ir conversar na escola para saber
se tinha como eu estudar (antigo pré) porque eu chorava que queria aprender,
queria ir pra escola, mas só tinha 5 anos, conclusão fiz a pré-escola duas
vezes e muito feliz. Fui a oradora da classe, gostava muito de ler e ouvir
histórias.
É muito importante que
esse habito comece cedo, meu filho de 1 ano e 3 meses já tem seus livros, muito
coloridos e com sons, ele adora.
Fernanda Roseiro Perez
Bueno
Bom, esse assunto é muito interessante,
pois nos faz acalmar a alma diante de tantas tarefas e nos faz voltarmos em
nossas infâncias. Meu contato com livros foi desde meus 6 a 7 anos, pois meu
pai tinha uma papelaria e eu vivia lá, 'trabalhando', e eu me lembro de que as
escolas pediam para ele fazer os pedidos dos livros didáticos, pois eu morava
em uma cidade pequena e era assim que funcionava, então eu adorava ficar
folheando os livros, gostava de ver as gravuras, os letreiros, parecia que o
mundo se abria em meus olhos.
Quando fui alfabetizada ,realmente me
tornei a leitora porque queria ler todos os tipos de livros; mas o que me
marcou muito foi o da série vagalume Zezinho o dono da porquinha preta.
Obrigada pelas lembranças, parece que
voltei no tempo.
Kelen
Regina Egea do Carmo.
Meu processo de alfabetização não foi fácil.
Minha primeira experiência escrita então nem se fala. Na escola eu realizava
minhas atividades com muita facilidade, mas em casa não era bem assim. Sou
canhota, mas minha mãe não aceitava isso, ela achava que ninguém na família era
canhoto, porque eu seria, enxergava que ser canhoto não era coisa de Deus.
Imaginem.
Então sofri muito, em casa eu escrevia com a
mão direita e na escola com a mão esquerda. Até que minha mãe resolveu procurar
minha professora para pedir que não incentivasse que eu usasse a mão esquerda
para escrever. Felizmente minha professora na época conversou e esclareceu as
superstições que minha mãe tinha e finalmente eu pude declara canhota.
Já para a leitura não tive problemas e
adorava ler, fiz na época uma carteirinha da biblioteca do Centro Comunitário
do Bairro, que eu frequentava todos os dias. Meu primeiro livro não lembro o
nome, mas era uma história de ursos que voavam em um balão. Esse livro me
marcou muito, apesar do nome fugir agora de minha memória. Tornei-me uma
criança criativa e hoje sou canhota e tenho todas as dificuldades que um
canhoto tem para realizar as atividades mais simples em casa, mas sou feliz.
Sandra
Regina Juliani Fabbri
Morei em uma cidade pequena, que hoje já não é tão pequena assim,
Mirassol, fui alfabetizada na Escola Estadual Anísio José Moreira, Sempre
gostei de ler e tive oportunidade de ler bons livros, por que na época este
colégio era o melhor. Até hoje leio muito, pois participo do movimento da
Igreja Menino Jesus de Praga, faço parte do Grupo de Oração, então temos que
estar atualizada com os assuntos relacionados com a vida religiosa. Estou lendo
as 10 questões sobre o casamento, Paciência , O poder da Oração e A felicidade
está em Deus. Também leio a revista Veja, Isto é, para inteirar sobre os
assuntos do dia-dia, para poder passar para meus alunos. Tiro xerox de algum
assunto quando acho interessante para os alunos. dessa forma eles acabam lendo,
escrevendo os tópicos mais importantes e ficam também atualizados.
Vanderlei
Antonio Pelai
Vou socializar com os colegas um pouco de
minha história com a leitura e a escrita. Estudei o ciclo I do Ensino
Fundamental em escolas da zona rural, no município de Cedral. No 1º ano ganhei
da professora um livro com ilustrações e algumas escritas (não me lembro do
nome do livro). Li várias vezes e achei muito interessante. Nessa época
começava a escrever pequenos textos, tomando assim gosto pela leitura e
escrita. Comecei então a ler gibis (Tio Patinhas, Pato Donald, Turma da Mônica)
e gosto deles até hoje.
Na 8ª série li o livro “São Bernardo”, de
Graciliano Ramos, do qual a professora aplicou uma avaliação oral. A partir daí
passei a ler muitos outros livros, independentemente da indicação da professora
de Língua Portuguesa. Li Machado de Assis, Érico Veríssimo (como gostei do
“Olhai os lírios do campo”!), José de Alencar, José Lins do Rego e muitos
outros (houve também a fase de livros de autoajuda).
Trabalhava em um pequeno “armazém” e enquanto
esperava os “fregueses” lia tudo que estava disponível. Se não tinha um livro
ou uma revista, lia jornal “velho”. Eu retirava da biblioteca da escola livros
para um senhor muito amigo, Luís de Souza Lima (Juiz de Casamento na época) que
gostava muito de ler. Com isso eu acabava lendo também os mesmos livros e ele
cada vez mais me incentivava a ler.
Com a leitura frequente passei a gostar de
fazer redações no ensino médio e a leitura e a escrita sempre me acompanharam.
Leio com frequência jornal “Folha de São Paulo”, revistas como “Nova escola”,
“Superinteressante”. Pena que com 55 aulas semanais não seja possível ler
mais...
Autores do grupo 05, fui alfabetizada na Escola Adventista Santos Dumont ( SP), sempre lia com meu irmão, na infância, após o almoço eu e meu mano sentávamos na cama dos nossos pais e líamos juntos as obras da Coleção Vaga-lume e mais tarde as obras de Jorge Amado. Adoro: Mar Morto, Tereza Batista, Gabriela, Capitães da Areia, etc. Nas nossas férias íamos para casa de nossos avós paternos no RJ. Minha avó foi professora e nas férias sempre incentivava a leitura. Eles viviam no saudoso bairro de Botafogo, cheio de casarões do século XIX, que foi a inspiração da obra Senhora do autor: José de Alencar.
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