quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Depoimentos sobre leitura e escrita apresentados pelos autores

Apresentamos abaixo os depoimentos sobre experiência pessoal com leitura e escrita dos autores desse blog:


Elaine Claudio Gonçalves Pereira

Lendo as publicações dos colegas, lembranças maravilhosas começaram a surgir, sempre gostei muito de ler, via meu irmão mais velho com seus cadernos e livros e ficava imaginando quando seria a minha vez. Minha mãe teve que ir conversar na escola para saber se tinha como eu estudar (antigo pré) porque eu chorava que queria aprender, queria ir pra escola, mas só tinha 5 anos, conclusão fiz a pré-escola duas vezes e muito feliz. Fui a oradora da classe, gostava muito de ler e ouvir histórias.
É muito importante que esse habito comece cedo, meu filho de 1 ano e 3 meses já tem seus livros, muito coloridos e com sons, ele adora.




Fernanda Roseiro Perez Bueno

Bom, esse assunto é muito interessante, pois nos faz acalmar a alma diante de tantas tarefas e nos faz voltarmos em nossas infâncias. Meu contato com livros foi desde meus 6 a 7 anos, pois meu pai tinha uma papelaria e eu vivia lá, 'trabalhando', e eu me lembro de que as escolas pediam para ele fazer os pedidos dos livros didáticos, pois eu morava em uma cidade pequena e era assim que funcionava, então eu adorava ficar folheando os livros, gostava de ver as gravuras, os letreiros, parecia que o mundo se abria em meus olhos. 
Quando fui alfabetizada ,realmente me tornei a leitora porque queria ler todos os tipos de livros; mas o que me marcou muito foi o da série vagalume Zezinho o dono da porquinha preta.
Obrigada pelas lembranças, parece que voltei no tempo.



Kelen Regina Egea do Carmo.

Meu processo de alfabetização não foi fácil. Minha primeira experiência escrita então nem se fala. Na escola eu realizava minhas atividades com muita facilidade, mas em casa não era bem assim. Sou canhota, mas minha mãe não aceitava isso, ela achava que ninguém na família era canhoto, porque eu seria, enxergava que ser canhoto não era coisa de Deus. Imaginem.
Então sofri muito, em casa eu escrevia com a mão direita e na escola com a mão esquerda. Até que minha mãe resolveu procurar minha professora para pedir que não incentivasse que eu usasse a mão esquerda para escrever. Felizmente minha professora na época conversou e esclareceu as superstições que minha mãe tinha e finalmente eu pude declara canhota.
Já para a leitura não tive problemas e adorava ler, fiz na época uma carteirinha da biblioteca do Centro Comunitário do Bairro, que eu frequentava todos os dias. Meu primeiro livro não lembro o nome, mas era uma história de ursos que voavam em um balão. Esse livro me marcou muito, apesar do nome fugir agora de minha memória. Tornei-me uma criança criativa e hoje sou canhota e tenho todas as dificuldades que um canhoto tem para realizar as atividades mais simples em casa, mas sou feliz.




Sandra Regina Juliani Fabbri

Morei em uma cidade pequena, que hoje já não é tão pequena assim, Mirassol, fui alfabetizada na Escola Estadual Anísio José Moreira, Sempre gostei de ler e tive oportunidade de ler bons livros, por que na época este colégio era o melhor. Até hoje leio muito, pois participo do movimento da Igreja Menino Jesus de Praga, faço parte do Grupo de Oração, então temos que estar atualizada com os assuntos relacionados com a vida religiosa. Estou lendo as 10 questões sobre o casamento, Paciência , O poder da Oração e A felicidade está em Deus. Também leio a revista Veja, Isto é, para inteirar sobre os assuntos do dia-dia, para poder passar para meus alunos. Tiro xerox de algum assunto quando acho interessante para os alunos. dessa forma eles acabam lendo, escrevendo os tópicos mais importantes e ficam também atualizados.



Vanderlei Antonio Pelai

Vou socializar com os colegas um pouco de minha história com a leitura e a escrita. Estudei o ciclo I do Ensino Fundamental em escolas da zona rural, no município de Cedral. No 1º ano ganhei da professora um livro com ilustrações e algumas escritas (não me lembro do nome do livro). Li várias vezes e achei muito interessante. Nessa época começava a escrever pequenos textos, tomando assim gosto pela leitura e escrita. Comecei então a ler gibis (Tio Patinhas, Pato Donald, Turma da Mônica) e gosto deles até hoje.
Na 8ª série li o livro “São Bernardo”, de Graciliano Ramos, do qual a professora aplicou uma avaliação oral. A partir daí passei a ler muitos outros livros, independentemente da indicação da professora de Língua Portuguesa. Li Machado de Assis, Érico Veríssimo (como gostei do “Olhai os lírios do campo”!), José de Alencar, José Lins do Rego e muitos outros (houve também a fase de livros de autoajuda).
Trabalhava em um pequeno “armazém” e enquanto esperava os “fregueses” lia tudo que estava disponível. Se não tinha um livro ou uma revista, lia jornal “velho”. Eu retirava da biblioteca da escola livros para um senhor muito amigo, Luís de Souza Lima (Juiz de Casamento na época) que gostava muito de ler. Com isso eu acabava lendo também os mesmos livros e ele cada vez mais me incentivava a ler.

Com a leitura frequente passei a gostar de fazer redações no ensino médio e a leitura e a escrita sempre me acompanharam. Leio com frequência jornal “Folha de São Paulo”, revistas como “Nova escola”, “Superinteressante”. Pena que com 55 aulas semanais não seja possível ler mais...

Um comentário:

  1. Autores do grupo 05, fui alfabetizada na Escola Adventista Santos Dumont ( SP), sempre lia com meu irmão, na infância, após o almoço eu e meu mano sentávamos na cama dos nossos pais e líamos juntos as obras da Coleção Vaga-lume e mais tarde as obras de Jorge Amado. Adoro: Mar Morto, Tereza Batista, Gabriela, Capitães da Areia, etc. Nas nossas férias íamos para casa de nossos avós paternos no RJ. Minha avó foi professora e nas férias sempre incentivava a leitura. Eles viviam no saudoso bairro de Botafogo, cheio de casarões do século XIX, que foi a inspiração da obra Senhora do autor: José de Alencar.

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